Uma triste realidade que constatei em minha própria vida, foi a “incredulidade em relação à graça de Deus”. No fundo, eu não cria na graça. Eu acho que isto tem também acontecido com muitos dos nossos irmãos. Não sabemos o que é graça, não servimos a Deus como um ser gracioso. No fundo, nos sentimos mais seguros na lei do que na graça. Só para exemplificar, eu encontrei um pastor amigo meu que veio me comentar a leitura do livro de Charles Swindol, O Despertar da Graça. Ele disse que gostou do livro e comentou, ““é…o Swindoll pegou leve neste livro…”. Abruptamente, em seguida, ele disse com muito mais entusiasmo, “mas em compensação no outro que ele escreveu foi uma pancada! Pegou pesado com a pastorzada…”. Eu senti que a boca dele espumou ao falar do segundo livro, pois gostou muito mais da pancada do que da graça. A impressão que tenho é que tememos a graça. Sentimos mais segurança no Deus da lei. Talvez por ser mais previsíve l, mais ou menos assim, “eu obedeço tanto, Deus me abençoa tanto… se guardo tanto dos mandamentos, então mereço tanto de bênçãos…”. Mas igualmente, “se guardo muito dos mandamentos, e não vejo o resultado prático em bênçãos da minha obediência (como foi o caso do filho mais velho) posso com isto também revoltar-me, acusando Deus de injusto”. Se subliminarmente tivermos esta mentalidade, pensamos com escravos e não conhecemos o Deus da graça. É a velha auto-confiança dos fariseus, que não podiam compreender a mensagem da graça divina.

 

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